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Curaçao - Museu Kura-Hulanda

Nem só de praia vive Curação. Fomos conhecer o museu Kura Hulanda quer dizer "pátio holandês"  em papiamento, a língua local. Esse museu é dedicado a contar a história sobre a escravidão.

O museu foi inaugurado em 1999 pelo professor Jacob Gelt Dekker, a fim de prestar homenagem aos milhares de pessoas vindas da África como escravos. O museu foi construído no local onde funcionava um posto de descarga de escravos. 

O Museu Kura Hulanda, é o primeiro museu africano, onde você poderá ver o escritório original de Darwin, para lembrar que todos nós viemos do mesmo lugar. 

Entre outros objetos, o que mais mexeu comigo foi uma réplica em tamanho real de uma embarcação onde os escravos viajavam acorrentados e amontoados em espaços minúsculos. 

Bom, vamos as fotos do Museu Kura Hulanda.

Na entrada do museu fomos recepcionados pela "Big Mama" ela fica sentadinha, sempre arrumada com bobe na cabeça esperando ser clicada. 

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Terras de Abrãao - vários artefatos da época:

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Mama Africa a estátua de bronze de um artista local o Nel Simon - homenageia o continente africano como a mãe de toda a humanidade. De frente o rosto de uma mulher de lado o mapa do continente africano.

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Passando por esse arco chegamos as obras de bronze da Republica de Benin. É uma honra ter acesso a essas obras já que o governo africano agora proíbe a venda de tesouros históricos a estrangeiros.

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West African onde tem o navio negreiro e objetos de torturas:

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Essa foto abaixo é do Olaudah Equiano conhecido também como Gustavus Vassa. Ele era um africano envolvidos no movimento britânico para a abolição do comércio de escravos.

Sua autobiografia relata seu seqüestro na África com a idade de 10, seu serviço como o escravo de um oficial da Marinha britânica, os seus dez anos de trabalho em navios negreiros até que ele foi capaz de comprar a sua liberdade em 1766, e sua vida depois, como uma figura de liderança e respeitada no movimento abolicionista na Inglaterra.

Em 1786, em Londres, ele se envolveu no movimento para abolir a escravidão.

Em 1789 publicou sua autobiografia, "A Narrativa interessante da vida de Olaudah Equiano ou Vassa Gustavus, o Africano". Ele viajou muito a promoção do livro, que se tornou imensamente popular, ajudou a causa abolicionista, e fez Equiano um homem rico. É um dos primeiros livros publicados por um escritor negro Africano.

Em 1792, Equiano casou com uma inglesa, Susanna Cullen, e eles tiveram duas filhas.

Em 31 de março de 1797 Equiano morreu.

Seu livro relata os horrores da escravidão e influenciou a promulgação da Lei de Comércio de Escravos de 1807. 

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Sala de Darwin-Leakey. A família Leakey é responsável por importantes descobertas arqueológicas quando afirmou, com base nas teorias de Darwin, que o homem surgiu na África e de lá se espalhou pelo mundo. 

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Jardim de Esculturas - que é um lugar perfeito para meditar e admirar as esculturas africanas e o mural contemporâneo na parede da mansão:

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Bateu aquela fominha, que tal essa lanchonete:

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Ao lado do museu fica o Instituto onde os pesquisadores se reunem:

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O museu Kurá Hulanda, aberto diariamente das 10h às 17h, recebe cerca de 4.000 visitantes por mês. As entradas custam US$ 6 para adultos e US$ 3 para crianças.

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- Recomendamos o uso de um gps. 

- Como chegar: estacione o carro no Renaissance Mall & RifFort e siga em direção a ponte flutuante - Queem Emma Bridge. O museu fica atrás do Restaurante Gouverneur.

- Levamos +/- 1 hora para conhecer o museu. Fiquei impressionada com o museu, uma coisa é ler sobre a escravidão, mas outra coisa é experimentar, manipular as algemas que foram usados por pessoas. Vale lembrar que naquela época era aceita a idéia de que negros não tinham alma ou não eram humanos. ​​Um absurdo!

- Vale uma visita.

 

 

 

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